Acessibilidade: 40% das cidades não têm frota adaptada para deficientes

Menos da metade das cidades brasileiras tinha frota de ônibus adaptados para deficientes em 2017, divulgou o IBGE nesta quinta-feira, 05. A constatação faz parte da pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros – Munic, que investiga características municipais com dados fornecidos por integrantes do poder público em todas as 5.570 cidades do país.

Cadeirante desce de ônibus adaptado em São Paulo

Segundo o levantamento, que pela primeira vez avaliou a oferta de ônibus adaptados para deficientes, apena 11,7% das cidades tinham frotas totalmente adaptadas. Na metade dos casos – 48,9% – a frota estava parcialmente adaptadas.

A adaptação dos coletivos como forma de garantir o acesso de pessoas com deficiência ao transporte público está prevista na Constituição Federal de 1998. Posteriormente, em 2004, o governo publicou o decreto que regulamenta a prática e determina que no prazo de 120 meses deveriam ter frotas 100% acessíveis. O prazo para adoção dos sistemas se encerrou em dezembro de 2014, sem, contudo, todas as cidades cumprirem a determinação.

A pesquisa Munic não é realizada com periodicidade regular, a última foi em 2011, quando os prefeitos eleitos em 2008 completavam três anos de mandato. A edição atual refere-se a dados de 2017, quando os gestores completaram um ano de gestão. Houve mudanças na metodologia da pesquisa e são poucos os casos com dados comparáveis.

Ciclovias

Pela primeira vez o Munic verificou a presença de ciclovias e bicicletários públicos nas cidades brasileiras. O resultado mostrou que as ciclovias são encontradas com maior frequência nas grandes cidades com população acima de 500 mil habitantes.

Quando considerados todos os municípios brasileiros, a presença de estruturas voltadas para o transporte por bicicletas é irrisória, apenas 14,7% deles contam com ciclovias, e os bicicletários estão presentes apenas em 5,7% das cidades.

Cidades maiores são bem mais servidas com equipamentos do tipo: 97,6% dessas cidades tinham ciclovias e 54,8% tinham bicicletário público.

 

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