A seleção tinha comando, mas não líder

Recentemente publiquei um post defendendo a continuidade do Tite na seleção brasileira. No entanto, é preciso admitir que como gestor de uma operação, erros graves foram cometidos.

Quem me acompanha sabe que assim como o Tite eu sou um adepto ao foco no desempenho. Em diversas declarações, o técnico da seleção brasileira enfatizou a importância de analisar e atuar nas diversas variáveis que envolvem o jogo, afinal, o resultado é consequência. Eu concordo com isso. E o Tite, em seus inúmeros discursos mostrou estar no controle da situação.

Eu não duvido que as variáveis estivessem todas mapeadas, que as ações foram bem planejadas, mas uma coisa é fato: estratégia sem coragem para fazer o que precisa ser feito, não gera um pleno desempenho e resultados.

Um gestor precisa fazer a coisa certa na hora certa! Para lhe ajudar com essas decisões, construímos um Guia de Formação de Líderes. Clique aqui e faça o download.

O Tite não conhecia o temperamento do Neymar? Será que essa não é foi uma variável analisada? Foram três jogos de quedas, firulas, encenações e provocações com os adversários. Somente nos dois últimos jogos, o Neymar decidiu se portar como um profissional do seu porte. As firulas tinham que ser sanadas no primeiro intervalo. “Mas e se isso desmotivar o Neymar?”. Tire o Neymar. Um membro do time não pode – jamais – ser desculpa para a subserviência do gestor.

O Gabriel Jesus é um craque, isso é incontestável. Os analistas de futebol disseram que ele estava jogando bem, se apresentando, movimentando etc. Mas ele é um camisa 9, espera-se que faça gols. Roberto Firmino o substituiu no jogo contra a seleção do México e marcou um gol alguns minutos depois. Obviamente, está em uma melhor fase. Um gestor precisa saber avaliar isso e dar a oportunidade para quem está em uma melhor fase. Isso não quer dizer que descartarei um craque, mas é preciso saber a hora de utilizar as peças que possui. Foram 4 jogos sem gols, precisamos perder no quinto para perceber que faltou um goleador no time?. “Mas ele é boa pessoa, não quero que sinta-se mal”. Pensar nas pessoas é digno, mas se isso prejudica a estratégia, você deixou de pensar em todas as outras que dependiam da sua decisão.

E outra coisa, que história é essa de um capitão por jogo? Como isso? Todo time precisa de um líder e no futebol, o capitão tem esse papel. Como podemos chegar em uma Copa do Mundo sem um líder forte, um capitão que o time ouça e respeite? Um time sem líder não tem referência e, quando a pressão se apresenta, alguém precisa chamar a responsabilidade, erguer o time, ser a voz que acalma e motiva.

Como um bom corinthiano, sou fã do Tite, mas é nítido que ele tinha a estratégia nas mãos e não conseguiu ser um gestor, de fato. Decisões difíceis precisam ser tomadas sem postergação. Os problemas não se resolvem, você resolve os problemas.

E para finalizar, um ponto de atenção e aprendizado para todos nós: não se exponha mais do que o necessário. Isso traz uma pressão desnecessária para você e todo o time. Será que era a hora do Tite fazer tantas campanhas publicitárias? O Neymar realmente precisava daqueles diversos cortes de cabelo? As famílias dos jogadores realmente deveriam estar tão presentes com os atletas? Quando vivemos a pressão de um momento importante, cuidar do nosso foco é fundamental? Tudo o que não contribuí com o desempenho deve ser evitado.

Eu sinceramente espero que a CBF não afaste o Tite, pois o maior erro de todos é não aproveitar a curva de aprendizado que a derrota pode proporcionar.

 

Base: Alê Prates

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