O choque de realidade que Neymar precisava

O mundo rejeitou as simulações, os chiliques, os palavrões aos companheiros. Neymar não está na lista dos dez melhores da Fifa. Castigo merecido

O castigo chegou.

A desvalorização se concretizou.

As simulações.

Os palavrões com companheiros.

Os chiliques com os árbitros.

Tudo isso tirou Neymar da relação dos dez jogadores que vão disputar o título de melhor do mundo da Fifa.

Cristiano Ronaldo deverá ser o vencedor, pela sexta vez, na festa do dia 24 de setembro.

Seus concorrentes são Kevin De Bruyne (Manchester City), Antoine Griezmann (Atletico de Madrid), Eden Hazard (Chelsea), Harry Kane (Tottenham), Kylian Mbappé (PSG), Lionel Messi (Barcelona), Luka Modric (Real Madrid), Mohamed Salah (Liverpool) e Raphael Varane (Real Madrid).

A escolha tem tudo para ser uma lição para o brasileiro. O jogador foi o terceiro no ano passado, em 2017, assim como havia sido em 2015.

Em agosto do ano passado, Neymar virou as costas para o Barcelona e foi para o PSG, por R$ 822 milhões. Mudou a geopolítica do futebol mundial, criou imensa expectativa.

Seria o protagonista de um clube que pertence a uma família real bilionária e que comanda o Catar. Ele passou a dar todas as cartas, fugiu da sombra de Messi e de Suárez. Só o que se viu foi o clima ruim, tenso, pelos privilégios que exigiu. O clube fracassou na competição mais desejada, a Champions League.

Depois, veio a Copa do Mundo. A competição que seria ‘sua’. No embarque brasileiro posou ao lado de uma réplica do troféu, representando o título de 2002, sugerindo que iria buscá-la de volta.

A sua participação na Rússia, diante do que se esperava foi um fiasco. Mesmo com o time de Tite jogando em função do camisa 10, ele fez apenas dois gols, contra adversários fracos, Costa Rica e México. E ‘sumiu’ na partida que acabou eliminando a equipe, nas quartas-de-final, diante da Bélgica, em Kazan.

Pior do que isso, Neymar virou sinônimo de piada. Suas simulações toscas viraram memes e acabaram criando o ‘desafio Neymar’, no mundo inteiro, pessoas ao ouvir o nome do brasileiro rolavam pelo chão, fingindo ter dores imensas nas pernas, como ele fez durante o mundial.

votação escolheu seu companheiro Mbappé do PSG. O francês de 19 anos ganhará outro status no clube ao começar a temporada. Não precisará seguir reverenciando o egocêntrico brasileiro.

Foram 13 ‘especialistas’ que a Fifa escolheu para definirem os dez melhores jogadores de 2018. Entre eles, três brasileiros, que têm ligação afetiva e até econômica com Neymar. Carlos Alberto Parreira, que foi coordenador da Copa de 2014 e o defende mais do que a dona Lúcia, torcedora que escreveu uma carta defendendo a Seleção de Felipão logo após o 7 a 1.

Marta é mais uma vez indicada ao prêmio de melhor jogadora da Fifa

Kaká pensa com o coração e acha que não passa de perseguição do mundo ao melhor jogador do país.

E Ronaldo Fenômeno, que foi funcionário de Neymar, recebia dinheiro para propagar sua imagem, quando tinha a agência 9ine. Como ‘embaixador do Real Madrid’ ainda tentou fazer lobby pela volta do brasileiro à Espanha. Mas Neymar foi rejeitado.

Ronaldo, Kaká e Parreira foram trucidados pela ojeriza dos outros dez especialistas. A imagem de Neymar atual no mundo é de repulsa. Didier Drogba, Sami Al-Jaber, Wynton Rufer, Frank Lampard, Lothar Matthäus, Andy Roxburgh, Alessandro Nesta, Cha Bum-kun Emmanuel Amunike e Fábio Capello também votaram.

O resultado foi a exclusão daquele que, em 2017 era o terceiro do mundo.

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