Partido de Bolsonaro foi o mais fiel a Temer neste ano

Partido do presidenciável Jair Bolsonaro, o PSL foi a legenda mais fiel ao governo Michel Temer em votações na Câmara dos Deputados ao longo do primeiro semestre deste ano. Levantamento da consultoria Arko Advice mostra que os parlamentares da sigla – atualmente oito, incluindo Bolsonaro – acompanharam o governo em 67,73% das votações. Em seguida aparece o MDB (64,34%) – partido de Temer, que tem como pré-candidato ao Palácio do Planalto o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

O comportamento do PSL contrasta com as críticas que o presidenciável vem fazendo ao atual governo. Foram analisadas 107 votações de interesse do Planalto. O PSDB, do pré-candidato Geraldo Alckmin, aparece como terceiro mais alinhando ao governo, com um índice de 63,05% das votações.

Os demais partidos com pré-candidatos na corrida presidencial aparecem com índices menores que 30%. O PDT de Ciro Gomes, por exemplo, acompanhou o governo em apenas 23% das votações, enquanto a Rede, de Marina Silva, em 18,4%, e o PT, em 5,27%.

O PSL votou com o governo, por exemplo, na lei que permitiu a venda direta de petróleo do pré-sal – todos seus oito deputados disseram sim à medida. Votaram contra PSB, PDT e PCdoB, enquanto PT, PSOL e Rede obstruíram a votação.

A proposta aprovada permite a venda direta do petróleo de propriedade da União extraído do pré-sal. Até então, a estatal Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), criada para administrar a produção, era obrigada a contratar empresas especializas para intermediar essa comercialização. O partido também derrubou, junto com o governo, destaques sobre a cessão onerosa da Petrobrás.

Os deputados do PSL também votaram com Temer na abertura de crédito especial de R$ 439,5 milhões a diversos órgãos do Executivo. Nessa matéria, PT, PCdoB, PSOL e Rede obstruíram a votação. Já na aprovação do texto-base do cadastro positivo, apenas três deputados do PSL votaram “sim” com o governo. A matéria passou com 273 deputados favoráveis e 150 contrários. Procurado, o líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Francischini (PR), não foi localizado pela reportagem.

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