Em sabatina da ISTOÉ, Alckmin minimiza Bolsonaro

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, participou de sabatina nesta tarde na redação de ISTOÉ. Ex-governador de São Paulo, o candidato conta com o apoio do Centrão, grupo de partidos que inclui PP, PR, PRB, DEM e Solidariedade.

Sobre as eleições, Alckmin disse estar confiante mesmo com a concorrência de Jair Bolsonaro pelos votos de centro-direita. “Nem tenho certeza se ele vai para o segundo turno”, disse o candidato do PSDB. Sobre a corrida eleitoral no Nordeste e Norte, o candidato reforçou a importância das alianças. “Teremos ao nosso lado 52% dos prefeitos do Brasil, e nossas alianças vão fornecer palanques competitivos nos estados do Norte e do Nordeste”, afirmou.

Aliança com o Centrão

Alckmin falou também sobre as críticas que recebeu ao se aliar aos partidos do Centrão. “Todos os partidos têm bons quadros. Alianças são necessárias não só para ganhar a eleição, mas sim para governar e fazer as reformas de que o Brasil precisa. Todo mundo tentou fazer aliança. Fizemos aliança sem dar nada, ninguém nos pediu nada. Escolhi a vice que eu quis”, disse o candidato. Ele disse ainda que pretende formar alianças com base em programa de governo. “Nada de cooptação de parlamentares. Isso é coisa do PT”, disse o candidato.

Reformas

Caso eleito, Alckmin diz que fará reformas. “Medidas como reforma política, simplificação tributária e reforma da Previdência são fundamentais para o País. Pretendo apresentar meu plano de reformas no primeiro dia de governo e aprová-las rapidamente, nos primeiros seis meses”, disse o candidato.

Segundo Alckmin, as reformas são fundamentais também para a economia. “O País só sairá desta situação com investimento, e o setor privado precisa confiar no País. E isso só virá com reformas”, disse. No caso tributário, o candidato propõe a redução dos tipos de imposto cobrados no País. “Na nossa proposta, ISS, PIS, COFINS, ICMS e IPI viram um só imposto, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado)”.

No caso da reforma da Previdência, o candidato defende uma mesma regra para todos os trabalhadores, com a exceção das Forças Armadas. “As Forças Armadas também passarão por uma reforma da Previdência, mas terão regras diferentes, como ocorre em outros países”, afirmou Alckmin.

Privatizações

Alckmin disse que contará um grande programa de privatizações. Sobre a Petrobras, disse que pretende privatizar parte da empresa: “Não pretendo privatizar as principais áreas da Petrobras, como exploração e prospecção de petróleo. Mas áreas como transporte, distribuição, isso pode ser privatizado”, afirmou o candidato.

Déficit fiscal

Questionado sobre como pretende recuperar a capacidade de investimento do Estado, Alckmin disse que pretende realizar cortes. “Há cortes que não dependem do Legislativo. Reduzir ministérios, cargos, devolver imóveis. Isso não depende de votação no Congresso”, disse o candidato. Ele ainda defendeu que o presidente da República deve usar o poder de veto para barrar leis que aumentem os gastos do governo.

Além dos cortes, Alckmin aposta no investimento privado para aumentar a capacidade de investimento do Estado. “Apenas com o crescimento econômico o País pode sair deste momento difícil. Com o crescimento, a arrecadação aumenta e o governo recupera sua capacidade de investimento”, argumentou.

Drogas

Sobre a descriminalização de drogas leves, Alckmin disse divergir do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende a descriminalização da maconha. “Há algumas experiências sobre isso em alguns países, mas não há comprovação de que isso traz benefícios para a sociedade”. Segundo Alckmin, a atuação de seu governo com relação às drogas será dividida em duas frentes. “De um lado, faremos um duro combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. De outro teremos programas de saúde e educação para conscientizar jovens e ajudá-los a deixar as drogas”, afirmou.

Aborto

Na sabatina, Alckmin afirmou que não alteraria a atual legislação sobre o aborto. “A lei atual já permite aborto em casos como perigo para a saúde da mulher. Não mexeria neste tema”, disse o candidato. Ele afirmou ainda que seu governo reforçaria programas de educação sexual com o intuito de evitar casos de gravidez indesejada.

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