Senadores réus na Lava Jato tentam vaga na Câmara de Deputados

Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e José Agripino (DEM-RN) não tentarão se reeleger aos cargos nas eleições deste ano. Ao invés disso, eles disputarão uma cadeira para representar seus Estados na Câmara dos Deputados.

Réus da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), os três senadores correm o risco de perder o foro privilegiado caso não sejam eleitos na disputa que ocorre no dia 6 de outubro.

Eleitores indecisos ou que votariam em branco ou nulo somam 59%

Pedro Horta, da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), descarta que a decisão de não tentar a reeleição ao Senado esteja relacionada com o temor de perder o foro. “É mais por composição política”, afirma ele.

“Eu vejo a busca dos parlamentares envolvidos em operações em disputar uma cadeira no Congresso como uma forma de usar a exposição desse fato com um mandato para demonstrar que não é envolvido ou tentar explicar esse envolvimento para salvar as biografias”, destaca Horta.

Como funciona a contagem de votos com a urna eletrônica?

Ao fazer a análise, Horta classifica o foro privilegiado como “a pior coisa que tem” para um deputado ou senador, porque resulta na “perda de um grau de jurisdição” na análise do caso. “Esse parlamentar já é julgado diretamente pelo Supremo Tribunal Federal. Se não fosse parlamentar, seria julgado em primeira e segunda instância, que têm um processo mais lento de julgamento”, explica ele.

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