Ciro batiza de ‘Nome Limpo’ proposta para tirar devedores do SPC

Segundo o candidato do PDT, 63 milhões de pessoas estão hoje com nome sujo no SPC. Presidenciável fez campanha neste domingo (26) e prometeu “quebrar” com o cartel dos bancos no primeiro dia do seu governo.

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, afirmou neste domingo (26), em São Paulo, que seu projeto para quitar débitos de consumidores no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) vai se chamar Nome Limpo. O presidenciável fez campanha nesta manhã em uma feira popular de Itaquera, na zona leste de São Paulo.

Uma das principais propostas do pedetista é a quitação dos débitos dos consumidoresque estão com o nome sujo no Serviço de Proteção ao Crédito. Nas contas de Ciro, há atualmente cerca de 63 milhões de pessoas com restrição de crédito no SPC, correspondente a 30% da população brasileira.

Na avaliação do candidato do PDT, o Brasil está perdendo renda em razão da informalidade provocada pelo desemprego.

“Não se trata de dar dinheiro, trata-se de refinanciar depois de um grande desconto ajudado pelo governo federal. O projeto está pronto e se chama Nome Limpo. O brasileiro pode contar com isso: eu vou limpar o nome do brasileiro do SPC”, prometeu o pedetista durante visita à feira popular.

Ciro voltou a alfinetar neste domingo as pessoas que têm criticado e chamado de populista sua proposta de quitação dos débitos. Mais uma vez, ele disse que só fica contra esse projeto “quem tem horror a povo”.

“Tudo que é para pobre no Brasil, botam defeito. O Brasil dispensou mais de R$ 300 bilhões de rico naquilo que se chama Refis, que é basicamente refinanciamento das dívidas dos contribuintes empresariais com o governo”, ponderou.

“O cidadão isolado já consegue 80% de desconto [em cima da dívida], mas morre porque tem que pagar os 20% restantes à vista. Eu vou colocar o prestígio e a força do governo para fazer uma grande negociação de atacado com o crediarista”, complementou.

Ciro Gomes chegou à feira popular paulistana por volta as 10h30 e saiu a caminhar entre as barracas de comerciantes. Acompanhado pela imprensa, o presidenciável tomou um suco de cana, mas disse que não comeria pastel porque, segundo ele, isso é “coisa de demagogo”. “Eu só como pastel fora de campanha, que eu adoro”, enfatizou.

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