Vivo é eleita a empresa do ano

Em um momento desafiador para o setor de telecomunicações, a operadora espanhola cresce em receitas, ganha mercado à custa da concorrência e promove uma reinvenção digital de seus negócios

Na tarde do primeiro domingo de novembro de 2014, o executivo Eduardo Navarro tinha muito a comemorar. Afinal, aos 51 anos e adepto das corridas apenas como um hobby, acabara de completar os 42,2 quilômetros da maratona de Nova York. Durante o trajeto, foi essencial saber dosar fôlego, foi essencial saber dosar fôlego, ritmo e resistência para cumprir o objetivo em quatro horas, trinta e quatro minutos e dezessete segundos. Exatos dois anos depois, em novembro de 2016, o mineiro de Belo Horizonte estava pronto para encarar outro desafio, desta vez, longe das ruas da Big Apple: liderar a reinvenção da Telefônica Vivo, em meio à corrida das operadoras rumo à transformação digital.

Navarro recebeu o bastão do israelense Amos Genish, seu antecessor, que já havia percorrido uma parte desse trajeto. Ainda não é possível afirmar se a tele chegará à frente dos competidores ao fim dessa maratona. Mas os resultados obtidos em 2017 mostram que a companhia está no caminho certo. O desempenho fez a Telefônica Vivo ser escolhida a Empresa do Ano e também a campeã do setor de Tele-comunicações pelo anuário AS MELHORES DA DINHEIRO 2018.

Em linha com as tendências que impactaram o setor nos últimos anos, 2017 trouxe sérios desafios para as operadoras. Diante de um cenário econômico adverso, as teles foram pressionadas a seguir investindo para renovarem seus modelos de negócios e infraestrutura. Por trás desse movimento, destacam-se as mudanças nos hábitos dos consumidores, ávidos por conexões mais rápidas, por melhor cobertura e por interações digitais. E cada vez menos dispostos a consumir serviços tradicionais, como as chamadas de voz. “O grande feito da empresa foi crescer em receita num ano economicamente complicado”, diz Navarro, que está no grupo espanhol desde 1999. No ano passado, a Telefônica Vivo reportou uma receita líquida de R$ 43,2 bilhões, alta de 1,6% sobre 2016. No período, o lucro líquido contabilizado na última linha do balanço cresceu 12,8%, para R$ 4,6 bilhões.

Outros números reforçam essa boa fase. Depois de anos de crescimento acelerado, o setor de telefonia no País passou a registrar quedas em segmentos chave. A base de celulares ativos, por exemplo, caiu de 280,7 milhões, em 2014, para 236,4 milhões, no ano passado. Nesse cenário, conquistar clientes da concorrência passou a ser a opção, seguida com afinco pela operadora. De 2016 para 2017, sua participação de mercado em serviços móveis passou de 30,2% para 31,7%.

A única rival entre as outras três grandes teles a ampliar sua fatia no período foi a Claro, mas com um avanço mais residual, de 24,65% para 24,96%. O grupo espanhol também se destacou em outro indicador importante, justamente na frequência que sustenta a demanda digital dos consumidores. Segundo a consultoria Teleco, a receita média por usuário da Telefônica Vivo em serviços 4G foi de R$ 20,5, quase o dobro da obtida pela TIM, segunda colocada, que ficou em R$ 11,8. “Quando se pensa na transformação do mercado, a Telefônica largou na frente com a estratégia de ampliar seu leque para outros serviços”, diz Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

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