Onde estão nossos líderes?

Estamos em crise generalizada. Econômica, cultural, educacional, moral e, sobretudo crise política. Há forte escassez de liderança. Faltam líderes para retomar os caminhos que nos tragam a confiança de segui-lo a um novo Brasil

 

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Possivelmente já se tenha feito essa reflexão ou mera leitura, mas um dos clichês mais presentes no debate político é que precisamos de comandantes, ou melhor “bons líderes”. A preocupação é óbvia: da qualidade dos líderes dependem as políticas públicas, que serão “boas” ou “más” para a população. Como, então, decidir quais representantes serão os melhores?

O fato é que estamos em crise ética escancarada. Nossos hábitos e comportamentos distorcidos devem tomar outro rumo, se quisermos saborear novos e melhores tempos. Se quisermos uma sociedade mais justa, as mudanças devem partir de cada um de nós. Não podemos esperar que nossos políticos sejam honestos se em nós reside a corrupção.

A principal, contudo, é a crise política, onde se acentua o nível de falha moral. O Laissez-faire na economia e na idiossincrasia deve prevalecer para atividades de mercado com maior fluidez. Os especialistas dizem que é muito em função da ausência de orientação social que se constroem carências perigosas para o discernimento correto de qual líder seguir.

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Historicamente o Brasil produziu grandes gestores ao longo de sua trajetória política. Mantidas as devidas proporções, todas as suas regiões já forneceram perfis de comando em âmbito local ou nacional, com contribuições mais generosas oriundas de alguns estados da federação. Pernambuco é um deles. Nosso estado, além de uma rica diversidade cultural também já gerou vários expoentes históricos, com atuação política preponderante e com projeção nacional.

Nos últimos tempos, no entanto, há uma enorme lacuna a ser preenchida, onde, provavelmente o último elo dessa trajetória de referência de bom condutor de equipes, foi o ex-governador do estado, Eduardo Campos. Com sua trágica morte em 2014, o abismo reapareceu, e com ele voltou a falta de referências, alguém que aponte o caminho a ser seguido.

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Do ponto de vista político, Pernambuco está muito carente, pois também faltam bons candidatos, ou talvez estejam apenas escondidos. Se assim for, temos que encontrá-los urgentemente.

Um aspecto psicológico a ser ressaltado, é que de uma maneira geral, carências nos levam a um certo desespero, e na política isso pode ser fatal. Qualquer rostinho bonito com discurso fácil pode criar ilusões nefastas em grandes multidões. Os acontecimentos recentes na Venezuela confirmam essa preocupação.

Honestamente, não tenho dúvida que se fizermos um levantamento apenas superficial, baseado numa única pergunta aos eleitores pernambucanos, acerca de quais os políticos em que eles votariam nas próximas eleições, certamente a esmagadora maioria não teria resposta alguma, pois perderam as referências de um grande orientador de pessoas, de um líder.

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Liderar é a capacidade de influenciar pessoas para atingir um objetivo comum“. Se essa definição do pensador de relações humanas for levada ao pé da letra, nossa preocupação tende a aumentar. Não temos líderes, logo não temos objetivos comuns, e para quem não tem destino planejado qualquer caminho serve.

Por, Luiz Barbosa
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