Os ‘desatinos’ dos institutos de pesquisa nestas eleições

É fato que muitos acontecimentos estranhos têm se sucedido nestas eleições, contudo os desencontros entre os números apresentados pelos principais institutos de pesquisa, chegam a ser preocupantes

De forma incompreensível, no intervalo de 17 de setembro, quando foi divulgada a pesquisa Ibope até 25 de setembro, quando tivemos a divulgação da pesquisa Ipespe, foram apenas oito dias e quatro pesquisas de institutos diferentes para governador de Pernambuco, e eles apresentaram uma discrepância muito grande nos cenários para governador, porém foi na disputa de senador que a divergência se mostra muito latente.

Na pesquisa Ibope divulgada dia 17, Paulo Câmara apareceu com 33% das intenções de voto, Armando Monteiro 25%, demais candidatos 7%, brancos, nulos e indecisos 34%. Já no Datafolha Paulo Câmara apareceu com 35%, Armando Monteiro 31%, demais candidatos 9% e apenas 25% de brancos, nulos e indecisos. O Real Time Big Data apontou Paulo Câmara com 34%, Armando Monteiro 30%, demais candidatos 12%, brancos, nulos e indecisos 24%. Por fim, o Ipespe mostrou Paulo Câmara com 36%, Armando Monteiro 26%, demais candidatos 7%, brancos, nulos e indecisos 31%.

A diferença de institutos chega a seis pontos nos números de Armando Monteiro e a três pontos, dentro da margem, nos números de Paulo Câmara. Os demais candidatos possuem uma diferença de até cinco pontos em relação aos números obtidos, e os brancos, nulos e indecisos chegam a atingir dez pontos de diferença entre os institutos que fizeram levantamento durante a semana. Essas discrepâncias acabam confundindo a cabeça do eleitor, que desavisado, não consegue discernir um instituto de outro e acha que os levantamentos são idênticos, o que está longe de ser um caso verdadeiro.

Se na pesquisa para governador há discrepâncias muito significativas, bem acima da margem de erro em alguns institutos, na pesquisa para senador é que a situação se mostra fora de qualquer contexto. No Ibope de 17 de setembro, Jarbas Vasconcelos aparece com 34%, Humberto Costa 31%, Mendonça Filho 22%, Silvio Costa 10%, Bruno Araújo 8%, demais 10%, brancos e nulos primeira vaga 22%, segunda vaga 34%, não sabe/não respondeu 28%. No Datafolha Jarbas aparece com 36%, Mendonça 31%, Humberto 30%, Bruno Araújo 12%, Silvio Costa 11%, demais 16%, brancos e nulos primeira vaga 20%, segunda vaga 28% e não sabe/não respondeu 16%.

No Real Time Big Data, Jarbas Vasconcelos tem 33%, Mendonça Filho 30%, Humberto Costa 26%, Bruno Araújo 14%, Silvio Costa 11%, demais 8%, indecisos primeiro voto 9%, indecisos segundo voto 33%, brancos e nulos atingem 21% segundo voto e 15% primeiro voto. Por fim, o Ipespe mostra Jarbas com 37%, Humberto com 30%, Mendonça 24%, Bruno 10%, Silvio 10%, demais 8%, brancos e nulos primeiro voto 23%, segundo voto 30% e indecisos 27%.

Chama atenção os números de Mendonça, que oscila nove pontos entre a sua melhor sondagem e a sua pior. Também é plausível perceber que Humberto alterna cinco pontos entre a pior e a melhor pesquisa. E fica latente uma discrepância significativa nos brancos para o segundo voto, oscilando de forma bastante contundente os números de cada instituto.

Se as pesquisas para governador impossibilitam cravar com certeza o eleito, a de senador se agrava muito, uma vez que o número de indecisos é muito grande e a tendência é que eles possam se decidir na reta final, podendo acontecer tudo até o dia 7 quando serão definidos os dois senadores eleitos por Pernambuco.

Base: Edmar Lyra
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