PT tenta evitar uma derrota humilhante

A dois dias para a votação do segundo turno da eleição presidencial, os maiores institutos do Brasil, Ibope e Datafolha, apresentaram uma diminuição da vantagem de Jair Bolsonaro sobre Fernando Haddad. O Ibope mostrou quatorze pontos, enquanto o Datafolha envidenciou doze pontos. Neste sábado teremos a divulgação de mais uma rodada de pesquisas dos dois maiores institutos, porém ainda que a vantagem seja novamente reduzida, é pouco provável que aconteça uma reviravolta que inviabilize a vitória de Jair Bolsonaro neste domingo.

É importante salientar que as pesquisas possuem uma distorção natural por não captar efetivamente o tamanho da abstenção, e isso acaba beneficiando quem está na frente na hora da decisão na urna, pois os votos válidos são subestimados para quem está na frente nas pesquisas, foi assim que aconteceu no primeiro turno, quando Ibope e Datafolha apontaram Jair Bolsonaro entre 40% e 41% dos votos válidos, as urnas apontaram 46%, o que houve uma distorção de até seis pontos percentuais, quatro a mais que o limite da margem de erro.

Diante do exposto, o objetivo do PT, a essa altura do campeonato, que não tem mais o guia eleitoral encerrado ontem, e sem a existência de debates, é evitar que Bolsonaro possa atingir mais de 60% dos votos válidos nas urnas, o que seria a maior vitória nominal da história do Brasil, suplantando o ex-presidente Lula que chegou a 61% dos válidos e teve mais de 58 milhões de votos. Como o eleitorado aumentou, Bolsonaro teria todas as condições de passar da votação nominal de Lula.

Se porventura essa vantagem de Bolsonaro, que hoje é de 56% a 44% no Datafolha e 57% a 43% no Ibope, cair para 53% ou 52%, seria uma extraordinária vitória política do PT, pois fortaleceria a narrativa de país dividido e evitaria que Jair Bolsonaro tivesse uma governabilidade mais elástica. O que o PT objetiva a essa altura do campeonato é continuar com o país dividido e evitar que seu adversário possa sair fortalecido das urnas com uma significativa margem. Pelo visto o objetivo parece ter sido alcançado, pois já há dúvidas se Bolsonaro terá uma vitória numérica maior do que a de Lula, e quanto mais votos o PT alcançar até domingo será um ativo político imprescindível para liderar de forma hegemônica a oposição e se manter como alternativa natural em 2022 caso o governo Bolsonaro não tenha êxito.

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