Bruno Araújo cotado para assumir a presidência nacional do PSDB

Ao alçar Bruno Araújo à presidência nacional, João Doria trabalha para renovar o partido e levar os tucanos para o “chão de fábrica”. Aos poucos, o governador eleito de São Paulo toma conta da legenda.


O PSDB ainda não cicatrizou as feridas sofridas pela maior derrota dos últimos 30 anos, mas já discute as razões que o levaram ao fracasso eleitoral e repensa os caminhos a fim de se transformar num partido antenado com os anseios do eleitor, mais jovem e comprometido com as novas práticas políticas. Em outubro, o candidato do partido à Presidência da República, Geraldo Alckmin, fez apenas 4% dos votos, ficando na rabeira entre os 13 candidatos ao Planalto. Um vexame, para quem detinha o maior tempo de rádio e TV e a maior aliança com partidos de centro – um total de nove legendas. A tragédia anunciada ocorreu mais pela insistência de Alckmin, então presidente nacional do partido, em manter uma candidatura já fracassada no nascedouro. O eleitor havia deixado claro o desejo pelo novo, mas Alckmin fez ouvidos moucos, preferindo insistir em velhas práticas desbotadas pelo tempo. Passados 20 dias da malsucedida empreitada, o PSDB já deu um cavalo de pau na condução da sigla, a começar pela direção nacional. Quem distribui as cartas do novo jogo é o futuro governador de São Paulo João Doria, eleito com 11 milhões de votos.

Sangue novo

Doria, que em dois anos se elegeu prefeito da maior cidade brasileira e governador do Estado mais importante do País, se credenciou para ser o novo comandante do partido, embora ele faça questão de refutar o papel de “dono” da agremiação. “O PSDB tem líderes, não donos”. Mesmo assim, está usando a grande vitória em São Paulo para chamar para ele a responsabilidade de “salvar o partido”. Para isso, conta com a ajuda de outros “vitoriosos”, como os governadores eleitos do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja. “Precisamos desse sangue novo para colocar o PSDB em sintonia com a realidade. Quero que o PSDB saia do quinto andar e passe a freqüentar o chão de fábrica para compreender a real dimensão da pobreza e da miséria”.

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