Manual prova que ‘menos é mais’

Um manual para te ajudar a desentulhar a vida de tecnologia excessiva, coisas demais e comida duvidosa

Por Jen Schwartz e a equipe da Outside EUA

Você é viciado em celular. Vive soterrado de bugigangas inúteis. E come um bando de porcaria. Não é de se estranhar que você não tenha tempo para curtir a vida ao ar livre, para ver o mundo de perto e para entrar em forma. Mas felizmente reestruturar sua rotina – e se divertir mais – é fácil: apenas faça menos coisas. A seguir, explicamos como:

O primeiro móvel que eu comprei roubou meu sono. Eu estava com 25 anos de idade, e o duvidoso armário de madeira pesava uns 30 quilos, era cor de uísque e tinha o tamanho de uma geladeira. Minha angústia era resultado de seu preço trambolhão nem sua qualidade. Era fruto, isso, sim, do que o tal móvel representava. A partir daquele momento, eu passava a possuir algo que não cabia dentro do porta-malas do meu carro. Vi minha vida adulta começando ali, junto com uma implacável trajetória de acumulação de coisas. O armário significava a perda da minha liberdade. Dando uma olhada na minha casa quase 20 anos mais tarde, percebo que aquela visão foi premonitória. Ao longo dos anos, juntei mais coisas do que queria, e encontrar lugar para guardar tudo se tornou uma batalha diária.

A ansiedade dos meus 20 e poucos anos tampouco era infundada. Uma pesquisa recente revelou um inquietante paradoxo: não apenas a desordem é uma causa de estresse; livrar-se de coisas também é. Para algumas pessoas, o próprio ato de dar algo produz atividade no córtex cingulado anterior e no lobo da ínsula, as mesmas partes do cérebro que registram as dores físicas. Isso explica por que milhões de pessoas, inclusive eu, gastaram R$ 20 para comprar ainda mais uma coisa: o livro A Mágica da Arrumação – A Arte Japonesa de Colocar Ordem na sua Casa e na sua Vida, o best-seller da consultora de organização japonesa Marie Kondo (lançado no Brasil pela editora Sextante). De acordo com Marie, lidar com a desordem pode melhorar o bem-estar. “Uma reorganização dramática da casa causa mudanças igualmente dramáticas em seu estilo e em suas perspectivas de vida”, escreveu ela. “Enfim, transforma sua vida.”

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