Sob o véu da ignorância

Exposição no Sesc Avenida Paulista mostra bibliotecas do mundo em realidade virtual e lembra que, contra as notícias falsas, temos os livros

O projeto que pretende impor regras aos professores sobre o que pode ser ensinado em sala de aula, proibindo na escola a discussão de questões de gênero e a manifestação de posicionamentos políticos e ideológicos não é somente um ato obscurantista, no sentido medieval do termo. Voltar alunos contra professores, incitando práticas de vigilância e denúncia, é um atentado à cidadania e à formação de novos cidadãos.

Felizmente o Escola sem Partido está recebendo no Congresso e em diversos segmentos do poder público e da sociedade a devida contra-argumentação. “Dificultar a manifestação plural de pensamento é amordaçar professores e alunos. A única força que deve ingressar nas universidades é a força das ideias”, afirmou a ministra Carmen Lúcia (El País, 20/11/18). “Professores são um perigo, não porque eles façam nossas crianças pensarem isso ou aquilo, mas porque as fazem pensar”, escreveu Vera Iaconelli, doutora em Psicologia pela USP (Folha de S. Paulo, Escola Partida, 6/11/18).

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