Apoio total do PT a Maduro, diz tudo sobre o partido

Mais uma posse, mais uma farsa

Em meio à repressão e crise humanitária sem precedentes, o presidente da Venezuela inicia um novo mandato e não dá sinais de que deixará o poder

O presidente venezuelano Nicolás Maduro assumiu, na quinta-feira 10, o seu segundo mandato, que vai até 2025 (ele está no poder desde 2013), e deu sinais de que, mesmo diante da forte rejeição internacional, pretende se aferrar ao cargo a qualquer custo – principalmente ao custo do bem-estar de seu povo. As eleições que o colocaram no poder, em maio de 2018, são consideradas uma farsa e não foram reconhecidas por grande parte dos países da América Latina, nem pelos Estados Unidos e pela União Europeia. São inúmeras as acusações de violação das regras eleitorais e democráticas na votação que deu a vitória a Maduro, entre elas a compra de votos e ameaças graves à população, feitas por milícias armadas que apoiam o governo. Mesmo assim, o ditador não cede. O Grupo de Lima, composto por catorze países latino-americanos, inclusive o Brasil, se reuniu na semana anterior e declarou ilegítimo seu mandato, pedindo que o poder Legislativo assuma em seu lugar – a Assembleia Nacional da Venezuela, eleita em 2015 e dominada por deputados de oposição, sofreu uma tentativa de dissolução por Maduro, mas resiste, ainda que sem poderes de fato.

Em meio à crise, mais um dissidente desertou. Dessa vez foi o juiz Christian Zerpa, que fugiu com a família para os Estados Unidos, no domingo 6. Ele trabalhava no Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela, que desde os tempos do ex-presidente Hugo Chávez é submisso ao chavismo, e contou que recebia instruções da primeira-dama, Cilia Flores, sobre como agir em casos politicamente comprometedores. Logo após entrar no tribunal, Zerpa foi solicitado para assinar uma decisão sem poder sequer revisá-la. Entre suas medidas infames, ele foi instado a impedir a posse de três deputados de oposição. Nos Estados Unidos, o juiz junta-se agora ao extenso grupo de autoridades venezuelanas que, depois de se beneficiar de privilégios por apoiar a ditadura de Maduro, pediram asilo para escapar de sanções externas e das disputas internas do chavismo.

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