Senadores vão ao ataque contra o STF

A decisão do Supremo Tribunal Federal de que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, quando investigados junto com caixa dois, devem ser processados na Justiça Eleitoral, e não na Federal, inflamou ainda mais a relação do STF com parte do Congresso.

Parlamentares que já vinham se manifestando contra o chamado “ativismo judicial” intensificaram a mobilização e já começaram a apresentar medidas para alterar a decisão e de enfrentamento aos magistrados do STF.

Os ânimos se acirraram não apenas com o resultado do julgamento, mas também com a decisão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, de abrir inquérito para investigar a existência de fake news, ameaças e denunciações caluniosas, difamantes e injuriantes que atingem a honra e a segurança dos membros da corte e de seus familiares.

“O Supremo Tribunal Federal pode muito, mas não pode tudo. Nós temos que, de alguma forma, cutucar os ministros, tocar neles para que se sintam humanos, para que saibam que não podem tudo”, disse o senador Plínio Valério (PSDB-AM).

“Não podemos enterrar a Lava Jato. Não podemos favorecer o crime. É preciso que continue com a Justiça Federal julgando os crimes e a Justiça Eleitoral, especificamente os crimes eleitorais”, afirmou o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), para quem a decisão do STF favorece criminosos.

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