Ao mandar prender Temer, Bretas dá recados ao STF

No despacho em que determinou a prisão do ex-presidente Michel Temer, o juiz da Lava Jato, Marcelo Bretas, enviou recados para alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O juiz da Lava Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, determinou nesta quinta-feira (21) a prisão do ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e outras oito pessoas envolvidas em uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 1,8 bilhão.

Em um dos trechos da decisão, o juiz afirmou que não é permitido aos magistrados afirmarem de ofício quais crimes merecem ser investigados, em referência ao inquérito aberto pelo STF para apurar ataques à Corte.

Recentemente, o presidente do STF, Dias Toffoli, abriu um inquérito para investigar fake news, calúnias e ameaças contra ministros da Corte.

Bretas também negou que existam elementos que indiquem crimes eleitorais e reafirmou que a competência para o julgamento é da Justiça Federal.

Na última quinta-feira (14), o plenário do Supremo decidiu por 6 votos a 5 que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, quando investigados junto com caixa dois, devem ser processados na Justiça Eleitoral.

A decisão foi vista como um revés histórico para a Operação Lava Jato. Os procuradores da força-tarefa em Curitiba afirmam que a Justiça Eleitoral não é estruturada para julgar crimes complexos e que nela pode haver impunidade.

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