Economia: nova política x viciados políticos

É flagrante observar que existe uma nuvem de insegurança em termos econômicos que permanece preocupando a sociedade brasileira, especialmente a classe produtiva.

É notória a tentativa do Ministro da Economia Paulo Guedes no que tange a soerguer o Brasil do caos instalado pela corrupção desmedida praticada pelos asseclas do PT e os oportunistas aliados de plantão. Acontece que se observa um otimismo branco em termos de avanço econômico e social, mas que não redunda em números concretos capazes de confirmar o incremento.

O crescimento do PIB para 2019, antes estimado em 3% pela equipe econômica do Governo Federal, já dá sinais por meio de institutos de pesquisa de que dificilmente ultrapassará o percentual de 1,4%. Nessa linha de pensamento, o mercado imobiliário, por meio da indústria da construção civil, é um dos setores mais impactados pela crise, retraindo o investidor e as incorporadoras no que concerne ao planejamento de novos projetos imobiliários. Há uma sensação de que o país mudou desde a última eleição, inclusive com o lançamento de novos empreendimentos em áreas comercialmente estratégicas. Entretanto, a velocidade das vendas não condiz com o imaginário ideal, gerando receio de fracasso principalmente quando mal concebido. Não está dando para errar mais, essa a sensação e a lição para todos.

A dependência do êxito das diversas iniciativas empresariais em relação ao setor público é real quando se trata de uma nação desconfiada pelas fraturas expostas causadas pela corrupção. A esperança da população em práticas de gestão fundamentadas de fato em princípios constitucionais, gera uma esperança no seio empresarial, ainda que careça do tempo necessário para se tornar uma crença e assim fazer retornar o círculo positivo que faz ressurgir novos investimentos. O estoque de empreendimentos já entregues e a burocracia na concessão de crédito também agravam a crise no mercado imobiliário, de maneira a fomentar ainda mais a descrença e a insegurança setorial.

Resta a expectativa para que o Governo viabilize a reforma previdenciária como a primeira de uma série, enfrentando com argumentos sólidos os dragões que formam o Congresso Nacional, sem esquecer contudo, em tempo oportuno, da promoção da reforma política que possa proporcionar a ocorrência de eleições gerais e o financiamento exclusivamente público de campanhas, bem como a reforma tributária que gere maior estabilidade econômica aos Estados federados diante de um novo pacto federativo, entre tantas outras necessárias para tornar o Brasil mais justo e igualitário para todos os seus cidadãos. Parafraseando Euclides da Cunha, o “Brasileiro é antes de tudo um forte”.

Glauco Morais é paraibano, Advogado, 

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